Segunda-feira, 8 de Dezembro de 2008

Do fim de semana, apesar de ainda ser

  

Não é só a língua portuguesa que é muito traiçoeira
Um Certo banco foi buscar uma musiqueta dos oitentas para ilustrar a solidez de uma aplicação. Só que não usando a já irritante versão original pôr uns meninos portugueses a cantar o refrão "solid as a rock". E vai eu, ouço aquilo e soa-me a "solid as a wreck", o que faz toda a diferença mas me soa muito mais coerente.
 
 
Assim não (a)vale
Se "eu" avalizei a "compra" do BPP em troca de activos que para "mim" serviram mas para os bancos "compradores" não serviram, não tenho pelo menos direito a saber quais são esses "activos"?
Só para confirmar se "fiquei" mesmo a "dever" mais ou não.
 
 
Quero. Preciso.
Só não inventam o software que realmente me faz falta. Um que transcreva para texto, Word ou o que seja, palavras gravadas por mim.
Sou demasiado preguiçoso para gravar e transcrever e à conta disso perco muitos textos e ideias.
 
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publicado por joao moreira de sá às 08:38
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Segunda-feira, 1 de Dezembro de 2008

Do fim de semana

 
...quando um homem quiser
Dia de ir ao pinhal apanhar musgo e azevinho. Eles já não dispensam. Se for à chuva, melhor, claro.
Sabe bem. É das poucas coisas que ainda sabem a Natal, Natal.
Para mim era normal. Para eles é exótico. A alegria é a mesma. Não é preciso esperar por 25.
 
 
Será já o acordo?
A TSF diz que a quantidade de alimentos recolhidos pelo Banco Alimentar Contra a Fome foi "o maior recorde de sempre".
Não é isso mesmo que é um recorde, senhores? Se a coisa tivesse corrido mal acaso teria sido "um dos mais fraquitos recordes de sempre"?
E repetir o mesmo pleonasmo em vários noticiários seguidos, de meia em meia hora, é um razoável recorde de falta de atenção aquilo que se está a transmitir? É que alguém podia avisar a jornalista...
 
 
Não sei bem se isto é um dilema matemático ou metafísico
Se eu não joguei no Euromilhões e o jackpot não saiu em Portugal significa que se tivesse jogado teria perdido o dinheiro no momento em que jogasse, porque afinal o jackpot não saiu cá, ou todas as premissas se alterariam ao haver mais um apostador, eu, e o resultado poderia ser diferente, o jackpot sair em Portugal, a mim, caso em que terei sido parvo em não jogar, até porque quem ganhou estes 28 milhões de euros vai levar os meus 2 euros da aposta da semana passada quando o jackpot era de 15 milhões.
 
 
Constato que somos um povo totó quando
Quando ouço que o Ben Harper vem a Portugal ganhar 200.000 euros por concerto e que só assim suporta uma digressão em Espanha (tem que ir porque lá vende mail discos) onde recebe 25 mil euros por concerto porque os promotores lá não pagam mais para evitar que os bilhetes fiquem caros porque não se tendem (e isto é verdade nos espanhóis, se acharem caro, não pagam. Exemplo típico, as "docas" do Port Nou construído para os JO. Tudo caso, tudo vazio, tudo falido. Baixaram os preços concertadamente, passaram a ter os restaurantes e bares cheios à pinha)
 
 
Sotaques
Ao ouvir uma lindíssima canção da Maria João com o piano do Mário Laginha que ficava tão bem cantada em português de Portugal penso no porquê de ela insistir em cantar no do Brasil. Já a Teresa Salgueiro, assim que se apanhou a cantar a solo, tunga, brasileiro.
Vejamos, gosto muito de música brasileira mas até o Caetano o cantar o fado me soa a fora de contexto. E a opinião pessoal não esquece a liberdade criativa do músico, o que não me impede de pensar. Por exemplo, porque é que não fazem como a Dulce Pontes que segue a linha dos Sigur Rós, inventou um idioma próprio?
 
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publicado por joao moreira de sá às 08:52
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Segunda-feira, 17 de Novembro de 2008

Do fim de semana

 

Filhos
Andei a transcrever mais uns pedaços da vida real, no sitio do costume.
 
 
Triunfaram, George (não o B., o O.)
G7, G7+1, G8, agora podem entrar mais 12, G20.
ONU?
 
 
Ca gay.
Não vi ninguém comentar que a mesma América que elegeu Obama aprovou a ilegalização dos casamentos homossexuais previamente legalizados na Califórnia.
Com Obama ou sem Obama é a mesma América.
E eu ainda não percebi o que é que acontece a quem entretanto já casou. Os blogs são mais superficiais do que aparentam.
 
 
+ = + , - = 0
Nunca vou perceber porque é que quem ter dinheiro para fazer grandes investimentos tem mais apoios estatais do que quem tem menos capacidade para investir. Esquecendo enquadramentos e ensinamentos económicos a atendendo apenas à lógica, não seriam estes últimos os que mais justificariam receber mais apoios?
 
 
Versões
Tinha esperanças na versão do Tim de "Por quem não esqueci" mas ainda não foi desta que ouvi a versão que acho que esta música merecia para revelar a grande canção que é.
Consigo imaginar uns mais electrónicos Loto, a voz do Camané, Reininho. Nouvelle Vague.
 
 
Navegante
Um admirável projecto, pela música, pela persistência, pelo José Barros, que nunca teve exposição nem reconhecimento público merecido e devido mas que é pelo menos reconhecido pelos seus pares, como o mostram as últimas colaborações.
Eu sou fan. Vou ver.
 
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publicado por joao moreira de sá às 08:17
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Segunda-feira, 29 de Setembro de 2008

Notas de fim de Semana

 

Piadolas que deito fora
Quase todas aquelas que mesmo sendo boas (critério do autor) requerem um palavrão.
 
 
Egos
Irritam-me jornalistas que incluem um plano deles numa entrevista - breve - a terceiros. Mais ainda sabendo que só há uma câmara pelo que aquele é um plano de corte, filmado depois do entrevistado ter ido embora e metido a meio da peça, com um ar a um abanar de cabeça ao jeito de "sim, sim", como se estivesse realmente a falar com alguém.
 
 
Magalhães
Vão acabar por ser os colegas que já têm computador a ensinar os estreantes.
 
 
A propósito de uma música que anda por aí a tocar
Pior que uma música de Simon and Garfunkle é uma má versão de uma música de Simon and Garfunkle.
 
PS. desculpem os apreciadores. Gostos não se discutem, ou gostávamos todos do mesmo. E se há quem gostasse que assim fosse).
 
PPS. Aquele "PS" não é inocente.
 
PPPS. Eu até gosto de algumas coisas do Simon a solo.
 
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publicado por joao moreira de sá às 08:01
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Domingo, 17 de Agosto de 2008

Notas de fim de semana

 
O problema do doping
O que me chateia mais no doping nem são os casos verificado mas o olhar para os resultados de um Michael Phelps e ficar a pensar, "hummm".
 
 
A propósito
Vanessa, Boa Sorrtji, Gudji Laqui. Que tudo te corra ben.
 
 
Ainda
100m mariposa. O sérvio Cavic tocou antes do Phelps. O Phelps foi medalha de ouro.
Pode ser uma simples injustiça esta minha afirmação. Vi. O cronometro diz outra coisa.
Estou a querer dizer que pode haver manipulação de resultados na natação? Por acaso na verdade o que estou a pensar é que os "mitos" dão muito jeito, atraem audiências, geram receitas. Um feito inédito deixa marca num evento. Se lhe juntarmos então uma chuva de records a coisa torna-se histórica. Vely nice.
 
 
Por fim
Uma das coisas que mais me fascina nos Jogos Olímpicos são as imprevisibilidades e incongruência de algumas participações. Quem é que pratica remo no Kazakistão? O que é que leva alguém a ter como desporto Lançador de Peso na Papua Nova Guiné?
Por acaso para Portugal não me estou a lembrar de nenhum desporto ilógico do qual não pudéssemos ser eliminados logo à primeira com "uma participação muito digna".
(agora que penso nisso, quantas voltas terá que dar à ilha um maratonista do Corvo?)
 
 
Futebolemos
Não podendo ser o meu Sesimbra, gostava que este ano o Benfica ganhasse o campeonato, mesmo sendo eu, entre os grandes (e depois do Sesimbra), de tendência acentuadamente leonina.
Mas este ano gostava que fosse o Benfica. Por dois motivos. Porque a aposta na qualidade devia ser compensada (se bem que aqui o Sporting tenha argumento talvez de maior valor, o aproveitamento dos jovens) é sobretudo por ter saudades da alegria dos meus amigos benfiquistas.
 
 
Rádios
Se há coisa que não percebo - e de tal forma me irrita que não me lembro se já escrevi sobre isso e faço-o sem verificar - é as Rádios fazerem feriados e "verão". Se na parte do verão entendo que os locutores, jornalistas, animadores têm necessariamente que fazer as suas férias, já o "matar" das manhãs informativas da TSF ou da Antena1 me parece um absurdo. Acaso deixam as pessoas de ouvir rádio no verão? A rádio é feita só para quem está nos carros e escritórios? E mesmo esses, param todos, ao mesmo tempo? Cada um sabe de si mas eu dou a minha humilde e insignificante chapelada ao Rádio Clube Português que optou por não entrar em "grelha de verão" e manteve toda a sua programação inalterada. E por estar a ser cada vez mais aquilo que a TSF se propunha ser, "uma rádio de palavra".
Mas são os feriados que me deixam mais deseterizado. Sexta foi feriado. E depois? Eu liguei a rádio numa sexta e estava a dar programação de fim de semana (pior, porque sem os programas específicos destes dias). Era sexta feira e não era feriado no fim do mundo, só no fim da rua.
 
 
Teoria da... evolução?
Por vezes olho para a minha cadela e tento vê-la como aquilo que realmente é, um mero animal. E quando consigo perceber que é um animal cuja única diferença é em vez de estar num zoo ou numa tv viver em minha casa penso, caramba!, um homem a que nós chamamos pré-histórico (como se a história fôssemos nós. Nunca perceberei como a História pode ter um "pré") conseguiu criar este laço com este animal e nós, que nos designamos sapiens-sapiens não conseguimos nem manter vivas ao outras.
Se o homem não tivesse um melhor amigo herdado do passado, de certeza que não era agora que o ia arranjar.
 
 
Aquecimento global? Têm a certeza?
Tenho saudades do sol de Agosto que queimava na pele, que não deixava por o pé na areia, que obrigava a ir à água. Quando era miúdo era assim. Sempre.
 
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publicado por joao moreira de sá às 14:13
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Segunda-feira, 11 de Agosto de 2008

Notas de Fim Semana

  

Muita gente sonha com ter um emprego regular.
Eu já me contentava com um recibo verde regular.
 
 
Pergunto: os combustíveis estão ao mesmo preço que estavam quando o petróleo estava ao preço que está? Ou só vale quando sobe?
 
 
Nunca hei-de (heide? parece nome de desenho animado) perceber. Se sai à Quinta porque é que lhe chamaram Sábado?
 
 
- cri, cri, ó pirilampo
- diz lá grilo
- dá-me luz para acabar de ler o livro
- só se estiveres calado.
É assim que um jornal publicita uma oferta de livros de verão, e não, não são livros infantis.
E depois dizem que é falta de humildade minha pensar e escrever que escreveria melhores textos do que os de 80% da publicidade radiofónica que ouço... não é. (tivesse eu um Edson Athaide que me lesse).
 
 
A propósito do de acima, isto também será falta de humildade ou sonhar é proibido?
Aparte o humor e a publicidade, outra área em que gostava de trabalhar conteúdos escritos são as Agências de Comunicação (até já tive uma) e como os sonhos, desde que não se creia demasiado na sua concretização, apenas se sonhe, mal não fazem, por vezes quando o telemóvel toca mostrando número não (re)conhecido ou identificado, naquele momento antes de atender imagino ouvir do outro lado, "joão sá? Fala Luís Paixão Martins" ou "fala da Bairro Alto". Nunca é, claro. Nunca o vai ser, muito provavelmente (embora já tenha tido boas surpresas), mas o sonho alimenta, mais que a esperança, a vontade de continuar. A escrever.
 
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publicado por joao moreira de sá às 07:23
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Segunda-feira, 4 de Agosto de 2008

Notas do Fim Semana

 
Porque é que a Antena1 dá a previsão do tempo para Liubliana?
 
 
(momento Quercus)
Isto pode não ser novidade nenhuma ou pode ser útil a algumas pessoas, sobretudo quem me acompanhe no sofrimento de ter caldeira a gasóleo. Trata-se do meu "truque arcebispo-dono-de-casa para lavar louca a frio".
Algumas peças maiores e geralmente mais encardidas, panelas, pirexes, não coloco na máquina - porque alguns nem cabem e o espaço que ocupam não compensa - lavo à mão. Depois do jantar deixo no lava-louça com Fairy e encho com água fria (só o fundo no caso de panelas e tachos).
No dia seguinte, de manhã, é só passar com o esfregão - a água e o detergente já lá estão - a sujidade solta-se toda, lava-se bem, passa-se por água fria e é por a secar.
Tudo sem ser preciso gastar gás ou gasóleo ou seja lá o que for e gastando a mesma quantidade de água.
 
 
O tabaco que fumamos, os piercings e as tatuagens que fazemos, a comida que comemos, as nossas contas bancárias, os nossos dados pessoais, as nossas dívidas, as massagens que fazemos, onde fazemos e como devem acabar. Tudo controlado, regulado, regulamentado.
Uma ERC para os media, uma ASAE para quase tudo, os livros infantis distinguidos entre os "não" e os "sim", aqueles aprovados pelo Plano Nacional de Leitura e cujo autocolante "Ler+" funciona para mim, pai, como as 5 estrelas dos críticos de cinema do Expresso (experimentem ler um "conto infantil" recomendado do José Jorge Letria aos vossos filhos...).
Gostava de poder perguntar a um qualquer Manuel Alegre o que é que eles querem dizer quando falam de censura, opressão, falta de liberdade de expressão, proibições. Eu nasci em 68, não sei a diferença.
 
 
Diferente da "minha", desvirtuada pelas necessidades do betão que ainda assim o relevo natural e, quero acreditar, algum bom senso, evitou torres e outras desgraças, mas não descaracterizada, Sesimbra voltou a estar bonita. E agradável no verão, o que já não sentia há muitos anos.
 
 
Bom ver no "gugal ridér" que o belogue do Grande Carlos Moura voltou a dar sinais de vida.
(Se fazem parte daquele grupo de pessoas "ah, o Carlos Moura, no Levanta-te e Ri...", vão vê-lo ao vivo e façam o julgamento só depois).
 
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publicado por joao moreira de sá às 07:43
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