Domingo, 9 de Dezembro de 2007

Reflexão de domingo

 
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O Vizinho Chato, esse perigoso predador urbano.
 
Porque é que o vizinho chato, não aquele chatito que há em todos os prédios, mas o chato, chato mesmo chato, o picuinhas, a verdadeira melga, que reclama com a roupa que pinga, com o barulho dos sapatos, com a infiltraçãozinha (este vizinho chato mesmo chato, mora sempre no andar de baixo e tem sempre um problemazinho com uma infiltraçãozinha) que, pelos meus cálculos existe num em cada três prédios (os meus cálculos baseiam-se no facto de ter vivido em três e ter encontrado um destes num) fala invariavelmente fazendo o gesto de juntar as mãos como quem vai bater palmas antes de começar a efectivamente chatear?
 
Quando vemos esse vizinho fazer esse gesto ao aproximar-se de nós, já sabemos que vem aí chatice. Se tivermos o azar de ter essa gratificante tarefa de ser administrador de condomínio, então, a coisa pode chegar a ser psicologicamente violenta.
 
Aquele gesto de mãos a fecharem-se em forma de concha, o brilho no olhar e o indelével sorriso cínico são claramente os gestos do caçador que acabou de apanhar a sua presa, nós, a pequena mosca que ele encarcerou nas mãos e que só vai largar quando nos sentir suficientemente zonzos ou mesmo depenados de uma asa ou uma patita.
 
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publicado por joao moreira de sá às 09:07
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Uma mente delirante e não muito normal encerrada num corpo com 44 anos (embora um teste da Sábado diga que na realidade tenho 47... já estive mais longe, tenho que repetir o teste). Presentemente desempregado mas com boas perspectivas de conseguir vir a trabalhar num call-center. Escrevo porque não gosto lá muito de falar e como irresponsável que sou, acredito que um dia ainda irei conseguir ser pago para escrever, o que já vai demorando um bocado...
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