Quarta-feira, 25 de Junho de 2008

normalmente...

 
Este é um texto que eu normalmente não escreveria, muito menos publicaria. Mas normalmente não é dia 25 de Junho. Normalmente não nos morreu a ultima Avó viva no dia 23 de Junho. Normalmente não vou a funerais a 24 de Junho. Normalmente a minha mulher não está a ser operada desde as ?? de manhã do dia 25 de Junho. Normalmente a nossa mãe não vem de uma consulta no IPO (felizmente para confirmar que a “besta” foi vencida) no dia 25 de Junho. Normalmente não se está em casa com 2 filhos de 6 e 8 anos, num dia 25 de Junho e normalmente quando a “Bisa” morreu, a Mãe está no hospital, a Avó sim, continua doente, sim, tanto tempo, vamos para a piscina? Vamos pois.
 
Normalmente, durante toda o período de doença da minha mãe, deixar a cabeça sair desta realidade para a da imaginação, que me resulta na escrita, no humor, foi uma terapia. Hoje não, hoje só queria mesmo um bocadinho de... normalmente.
 
___________________________________________________________
tágues:

publicado por joao moreira de sá às 12:48
linque do post | Ir ao Confessionário | favorito
6 comentários:
De O Salgador da Pátria a 25 de Junho de 2008 às 13:18
Força aí... Pelo humor venceremos!


De adnirolfpa a 25 de Junho de 2008 às 14:08
..normalmente eu faria tudo par contornar e não "ver".
...normalmente eu faria tudo para não comentar(isto após muitas vezes me envolver e depois descobrir com magoa que não deveria).
...normalmente
mas, quando te li, apenas me lembrei:
deves rir com quem ri, brincar com quem brinca e se preciso for, chorar com quem chora. Presumo que não estejas a chorar por fora, mas sinto-te chorar por dentro. Como já me fizeste sorrir tanta vez...hoje Normalmente estou contigo no que estiveres a sentir.
Beijinho e voa lá para a piscina com os garotos(ajuda) e sobretudo Confia que tudo vai correr bem.


De joao moreira de sá a 25 de Junho de 2008 às 14:53
A morte de uma pessoa de 96 anos não me faz chorar, por dentro a morte enche-me dum vazio estranho, sempre. Mas consigo lembrar-me de pensar em 96 anos de vida boa.
Combater e vencer uma doença que há anos era mortal não me faz chorar por dentro. Faz-me sorrir pela minha mãe e um pouco pela humanidade.
Uma operação supõe a resolução de um problema e eu consigo ser optimista a roçar a inconsciência .

O que eu não estou habituado é a que tudo aconteça ao mesmo tempo e, sim, o sorriso quer fugir da cara. Mas eu não quero deixar.


De Dominique Ventura a 25 de Junho de 2008 às 15:46
Uma canção dos "Canto do vigário" perguntava: -"De que vale ser rio sem ter leito?"

Acho que o nosso medo será sempre esse, principalmente quando sentimos as tormentas deste corpo terreno.

Perdi a minha avó de 94 anos, tudo fizemos para que fosse em paz, mas não conseguimos evitar o corpo que finou completamente moribundo. Acredito que ela agora está bastante melhor e onde sempre quis estar, junto do Pai do Céu.

Mas recebe um abraço fraterno de força e coragem para a tua esposa e a tua mãe. A vontade de vencer e acreditar é enorme!

"É preciso acreditar que o sorriso de quem passa é um Bem para se guardar. Que é luar ou sol de graça que nos vem alumiar. Com amor alumiar."

Quanto a "normalmente", as pessoas que fazem humor são normais, e não estar inspirado é normal, e querer ser normal é normal.

Força aí!!!! Astral para cima para não entristecer os miúdos, ok?

Grande Abraço!!!


De Anita a 25 de Junho de 2008 às 18:08
:) *


De ricardo a 25 de Junho de 2008 às 19:05
força aí!
abraço


Comentar post

Outras escritas

Quem???

Uma mente delirante e não muito normal encerrada num corpo com 44 anos (embora um teste da Sábado diga que na realidade tenho 47... já estive mais longe, tenho que repetir o teste). Presentemente desempregado mas com boas perspectivas de conseguir vir a trabalhar num call-center. Escrevo porque não gosto lá muito de falar e como irresponsável que sou, acredito que um dia ainda irei conseguir ser pago para escrever, o que já vai demorando um bocado...
jmoreiradesa@gmail.com

pesquisar neste belogue

 

Arquivos da Cantuária

tágues

todas as tags

subscrever feeds

Porque nem só de trocadilhos vive um Arcebispo:

Manjares do Arcebispo" (2ª edição disponível em paperback 11.35€ e e-book download 2,50€)



COMPRAR ONLINE: BUBOK





MAIS INFORMÇÃO